Diversificação. Esta palavra é quase um mantra entre consultores, na busca pela melhor composição de uma carteira de investimentos. Para um equilíbrio eficiente entre risco e retorno, recomenda-se investir em empresas diversas, de diferentes setores. Se quiser traduzir para o “português claro”, é o velho ditado do “não bote todos os ovos na mesma cesta”. O problema é que, para isso, há custos, muitas vezes fixo, exigindo-se altos valores investidos para diluir tais despesas. Outro complicador para se formar uma carteira diversificada está na necessidade de especialização e conhecimento de técnicas avançadas de finanças, avaliação de empresas e cenários econômicos.

Mas os mercados financeiros são sempre pródigos em resolver os “problemas” dos investidores. Uma dessas soluções é o ETF (Exchange Traded Fund), aplicação que vem crescendo exponencialmente no mundo, podendo ser encontrada também na BM&F Bovespa.

Um ETF é um fundo de investimento que replica a composição da carteira de um índice de referência do mercado, tendo suas cotas negociadas em bolsa, como qualquer outro ativo nela transacionado. Ou seja, ao comprar uma cota de ETF você aplica em uma cesta de ativos, conseguindo a tão recomendada diversificação da carteira para equilibrar a relação de risco e retorno das aplicações. Os ativos nos quais o administrador do fundo aplicará seus recursos serão os mesmos que do índice de referência. Logo, um ETF pode aplicar em ações, títulos públicos, cotas de outros fundos, títulos de créditos privados, sendo quaisquer deles de origem do seu país ou do exterior.

VANTAGENS
Os custos ficam bem menores, visto que para replicar uma carteira teórica de um índice, mantendo as proporções de cada ativo na carteira, o investidor teria de arcar com todos os custos de transação de cada operação, sem falar na gestão dinâmica para acompanhar todas as movimentações do índice. Tudo isto, com uma taxa de administração, em geral, inferior às cobradas pelos fundos de ações ou multimercados tradicionais. Com relação ao Imposto de Renda (IR), a alíquota é de 15% sobre o ganho de capital, que é a diferença positiva entre o valor da venda e o custo de aquisição das cotas. O investidor é o responsável pelo recolhimento do IR.

COMO INVESTIR?
Investir em um ETF é similar a compra de uma ação. Portanto, é necessário ter conta em uma corretora e, através do seu sistema de negociação, deve-se procurar o fundo como busca uma ação de uma empresa. A tabela abaixo indica o código de cada ETF negociado na BM&F Bovespa. Todos têm um lote padrão de 10, ou seja, negocia-se em múltiplos de 10 as cotas destes fundos. A corretagem pode ter preços diferentes da praticada para ações, por isso é importante que se informe na sua corretora. A forma de negociação, como um ativo qualquer em bolsa, facilita tanto a compra como a venda, dando liquidez ao investidor que, caso necessite dos recursos, os terá no prazo normal de liquidação. O crédito e o débito dos valores na conta do investidor ocorrerão três dias úteis depois de fechada a operação (D+3).

OS ETFs
De acordo com a World Federation of Exchanges, em janeiro de 2017 existiam 9.980 ETFs, número esse que vem crescendo a cada ano (em dez/03, por exemplo, eram 330). No Brasil passamos a contar com este tipo de fundo a partir de julho de 2004, com o lançamento do PIBB (Fundo de Índice Brasil – 50 – Brasil Tracker), porém ainda temos pouca representatividade desta modalidade, tendo atualmente 15 destes fundos com cotas aprovadas para listagem e negociação na BM&F Bovespa.

Veja na tabela abaixo os ETFs negociados atualmente na BM&F Bovespa, assim como suas taxas de administração e índices de referência:

O QUE ESPERAR?
Como visto, na Bovespa só estão disponíveis ETFs de ações, mas já se fala há muito sobre o lançamento do produto de renda fixa, que poderá ocorrer ainda neste ano. É interessante observar que já existem dois fundos que replicam um indicador estrangeiro, no caso o S&P 500, que é um índice que reúne as 500 ações das principais empresas norte-americanas. Assim o investidor consegue ter exposição ao mercado internacional, em um único fundo, com a vantagem de ser listado na Bovespa.
Para finalizar, o ETF pode ser considerado uma importante ferramenta de entrada para investidores iniciantes, por tudo que foi falado anteriormente, visto que possibilita a ele a vivência no mercado, sem a necessidade de conhecimentos aprofundados sobre gestão de carteiras, avaliação de empresas e etc.

 

Escrito por: Equipe Invest Office

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