Será que 2017 será o ano do BITCOIN? A expectativa da aprovação do Winklevoss Bitcoin Trust ETF (COIN) pela SEC (agência reguladora do mercado americano) tem feito a cotação subir e ultrapassar a marca dos US$ 1.100,00.

Mas o que é o BITCOIN?

Segundo o Wikipédia, o BITCOIN  é:

Uma criptomoeda descentralizada apresentada em 2008 no grupo de discussão The Cryptography Mailing por um programador japonês, ou um grupo de programadores, de pseudônimo Satoshi Nakamoto; É também um sistema ou rede de pagamento online baseado em protocolo de código aberto independente chamado de “sistema eletrônico de pagamento peer to peer“, inaugurado em 2009; É também um software de código aberto que o grupo projetou para manipulação da moeda e da respectiva rede peer-to-peer (P2P ou ponto-a-ponto).

Outras definições são dadas ao BITCOIN, dentre as quais a que ele é de um sistema econômico alternativo, que se auto regula e que faz uso de uma moeda digital a partir de um sistema de mineração informatizado (que registra todas as transações e criptografias de chave pública).

Algumas pessoas comparam o BITCOIN ao ouro, que tem que ser garimpado e “minerado” por meio da internet através de uma aplicação que é executada pelo computador do usuário. O programa remunera o usuário em troca do esforço computacional na solução de problemas matemáticos complexos decorrentes do processamento das transações.

Para entender um pouco mais sobre o desenvolvimento do BITCOIN, devemos analisar, sob a ótica econômica da teoria monetária, se o BITCOIN é capaz de atender a todos os requisitos para ser considerado uma moeda. Assim, vamos começar com as funções que uma moeda deve possuir.

– Instrumento de Troca – Consiste na capacidade de garantir ao seu detentor adquirir produtos e riqueza. Cabe aqui destacar que a introdução da moeda nas transações comerciais separou a operação comercial em duas operações (troca de bens e serviços por moeda e troca de moeda por bens e serviços). Anteriormente ao uso da moeda as pessoas realizavam a troca de produtos de forma direta.

– Meio de pagamento – a moeda permite a seu detentor quitar/liberar débitos.

– Reserva de valor – a moeda tem que permitir ao seu detentor armazenar e conservar seu valor ao longo do tempo.

– Unidade de Conta – A moeda como meio de troca, torna possível a indicação de todos os preços em uma só unidade, permitindo a comparação dos valores relativos das mercadorias.

Como cada vez mais pessoas e empresas têm aceito o BITCOIN e que este tem sido cotado (referenciado) em várias moedas, temos que, quanto mais usado (difundido) for o BITCOIN, mais este assume a função de moeda.

O maior mercado do BITCOIN é o chinês, onde as autoridades têm apresentado maior preocupação em função da transferência ilegal de recursos, em especial sobre o risco de desvalorização da moeda. Na Índia, com a desmonetarização ocorrida em 2016, houve uma corrida para compra do BITCOIN o que causou uma grande valorização do mesmo. Além disso, crises como a vivida pela Europa, impulsionaram a busca por BITCOINs.

A probabilidade de aprovação pela SEC do ETF de BITCOIN ainda não é muito alta, mas ao que parece, quanto mais difundido for o uso e a aceitação do BITCOIN, mais este assumirá funções de moeda e terá chances de ser aceito pela SEC e outras agências e entidades reguladoras.

 

Escrito por: Equipe Invest Office

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